Atualizando e Atualidades


Frutas vermelhas e saúde

O inverno que nos atrai e nos convida a um bom vinho, normalmente tinto, também é marcado pela mudança das cores
naturais, bastar passear num sacolão para ver como as frutas ficam mais vermelhas, tintas.
Pois é, recentemente recebi um artigo, mais precisamente um trecho da dissertação de mestrado da nutricionista Janine
Ginani, da Universidade de Brasília (UnB), onde ela defende o acido elágico, como um responsável pelo mecanismo
antioxidante ou de antienvelhecimento em células.
Esse estudo mostrou que o ácido elágico atua como um “escudo” protegendo as moléculas mesmo que os radicais livres
sejam formados em pequena quantidade.
Essas substâncias presentes na cereja, na framboesa, nas nozes, na amora, no morango, e na uva, também conhecidos
como polifenóis são compostos naturalmente e presentes nas plantas responsáveis pela mudança de cor, conforme o
amadurecimento. O ácido elágico está associado à coloração vermelha das frutas.
A cor serve para atrair insetos que irão polinizar as frutas, o que lhe garante um papel de auxiliar na reprodução. Ao mesmo
tempo, a substância também serve para protegê-las, pois é tóxica para pragas, vírus e bactérias.
No caso do vinho, o resultado é que se encontra uma grande quantidade dessas substâncias e segundo Janine, só perde
para amora preta; como esta é difícil por aqui, tomemos vinho tinto e aproveitemos bem este inverno.

Vinho e Guarda – Adegas e adegas


Vinho e Guarda – Adegas e adegas

Uma das perguntas recorrentes dizem respeito a ter ou não uma adega climatizada.
Há algum tempo uma amiga jornalista me entrevistou para falar de adegas, era época do apagão e a pergunta “o que
devem fazer os donos de adegas climatizadas?”.
Para mim, fica a relatar que a guarda dos vinhos deve ser como diz a regra, garrafas deitadas, sem contato direto com a luz
e longe do calor.
Já fui um ardoroso defensor da adega climatizada, hoje não mais, o que não significa que acho inútil seu uso, pelo
contrário, na época do apagão, sugeri que os donos de adega poderiam dormir tranqüilos que seus vinhos não sofreriam,
pois mesmo sem energia, suas adegas cumpririam quase todos os quesitos, exceção ao controle de temperatura e de
umidade.
Se você for guardar vinhos por mais de dois anos, aí é quase obrigatório comprar uma adega climatizadora, a não ser que
você tenha uma adega subterrânea num clima de serra, ou algo parecido com o da Europa.
Nos demais casos, se não tiver uma adega, compre seus vinhos e consuma em até seis meses e lembre-se vinho bom é o
que te dá prazer.
Se quiser comprar uma adega, sugiro a da Art de Caves.

Citações (Goethe)


“O vinho alegra o coração do homem; e a alegria é a mãe de todas as virtudes.” “Uma jovem e um copo de vinho curam qualquer necessidade; quem não bebe e não beija está pior que morto.”

Goethe

O Vinho e a Arte


O Vinho e a Arte
Sideways – Entre umas e outras.

Falarei sobre o filme, que em si não tem nada de mais, mas tem um roteiro bem gostoso de assistir e uma fotografia super interessante.

O lance da Pinot Noir, para mim, é só uma sacada do roteirista, um contraponto a favor da cultura norte-americana, onde eles acreditam piamente que conseguem fazer um pinot noir tão bom quanto da Borgonha…E o ascuo a Merlot, vem da mesma raiz, a uva foi febre nos EUA, como se por isso os vinhos fossem ruins – não é verdade!

O gostoso é que o filme é uma aula sobre vinhos, sim, mas de delicadeza e suavidade. Os encontros são reais e factíveis, os relacionamentos acompanham a evolução dos vinhos, que quando bem cuidados envelhecem bem.

Um bom passatempo e para quem gosta de vinho, muitas imagens de uma região vinícola bem organizada (vale a pena conhecer) e alguns vinhos legais que dá vontade de beber – já em DVD.

Veja o trailer: www.apple.com/sideways/

Dicas de Consumo

Dicas de Consumo

Hoje tinha um fórum na comunidade que criei, Descomplicando o vinho, sobre a questão de como comprar um bom vinho. Segue abaixo minha resposta.

Não que não exista o melhor vinho, mas isso é uma opinião pessoal…

Eu costumo falar, nos cursos e palestras, que para escolher um bom vinho é preciso treino, mas um indicativo para quem está com dúvida é o preço, o vinho é talvez um dos produtos que mais faz valer essa relação.
Quanto a isso não se deixe enganar, apenas contribuindo: um vinho chileno de R$ 30,00 não cabe numa relação com um vinho francês do mesmo preço, pois são produtos diferentes, com certeza. O equivalente francês custa +ou- o dobro, é uma questão econômica – Argentina e Chile tem taxas de importação, além do frete, bem inferiores a Europa e o resto do mundo do vinho. Mantenha isso em mente!

Digo também que, na dúvida, opte pelos chilenos, posto que muitos produtores e maioria dos produtos que chegam aqui fazem vinhos para o mercado internacional, com “paladar” internacional, que normalmente acaba agradando muita gente – aí o melhor é o cabe no seu bolso.
Quanto à Argentina é o segundo país nessa relação, mas eles ainda conservam seu caráter e identidade – DICA: Mendonza faz vinhos mais encorpados e frutados, Patagônia, vinhos mais elegantes e de nuances.

Quanto ao atendimento em lojas especializadas e supermercados, muitos profissionais são novos nesse trabalho e acabam empurrando produtos, no entanto eles foram treinados e vale a pena pelo menos trocar idéias, e por vezes você pode até encontrar alguém que realmente entende o que você quer.

Finalizando, a questão da borra e a devolução, alguns vinhos não filtrados, tem, os mais velhos também tem e sobre a devolução: se faz pelo vinho oxidado – avinagrado – ou vinho passado: brancos (quando não Borgonha gran Cru) amarelo ouro e tintos cor atijolada (quando não envelhecidos) ou aroma (fantástico) de vinho do porto.

O Demais é só prazer, experimente, tente um vinho diferente.

Salute!
Santucci

ENÓLOGO, ENÓFILO, SOMMELIER…

No mundo do vinho existem profissionais que desempenham as mais diferentes atividades. Conhecida é a importância dos enólogos, profissionais preparados em Escolas Superiores ou Faculdades na arte da elaboração do vinho. Eles são extremamente importantes da cantina para dentro. Porém, é inegável o papel relevante que desempenham os enófilos, os amantes do vinho, aqueles que, em definitivo, cumprem a função sublime de consumir o que os enólogos fazem. São a verdadeira razão da existência da uva, do vinho…e dos enólogos.

O Enófilo
Algumas pessoas confundem o significado da palavra enófilo, o amante do vinho, com a de enólogo, o elaborador do vinho.
Enófilo tem um sentido mais amplo e significa “pessoa que gosta do vinho”, mas que não tem responsabilidade sobre sua elaboração.
O Enólogo  é o profissional responsável pela elaboração dos vinhos. A rigor, também é um enófilo, por gostar do vinho.
As legislações específicas de todos os países estabelecem os níveis de preparação e o título que devem ter os profissionais que são responsáveis pela elaboração dos vinhos e derivados.
No Chile, os engenheiros agrônomos são facultados a responder pela elaboração dos vinhos, não existindo nenhum curso de nível médio ou universitário de enologia.
Na Argentina, existe um Curso de Nível Médio e uma Faculdade onde se formam Enólogos Técnicos em Frutiolivicultura e Licenciados em Enologia. São os únicos habilitados para responder por uma cantina.
No Uruguai, a escola é de Nível Médio e os Enólogos formandos são os únicos habilitados.
No Brasil, existe em Bento Gonçalves a Escola de Enologia, de nível médio e a Faculdade onde se formam os Tecnólogos de nível superior.
O Sommelier  é o profissional que desempenha suas funções em restaurantes é conhecido como “o maitre das bebidas e dos charutos”. Ou seja, o sommelier deve conhecer, para poder orientar seu cliente, sobre todo tipo de bebida, desde água, café, chás e muito especialmente bebidas alcoólicas. Atualmente, com o advento da fase dos charutos, voltou e fazer parte de suas atribuições.
“Na civilização grega, este personagem era conhecido como “arconte” ou “simposiarca”, encontrado nos “simpósios” onde cumpria as funções de administrar o serviço e escolher os jarros e taças para o vinho.
Na época da Roma Imperial, localiza-se o mesmo indivíduo atuando durante os “prandii” (banquetes) com o nome de “Rex bibendi”. Nos séculos seguintes, , principalmente na época do Renascimento, todos os nobres tinham um “copeiro” auxiliado por um “garrafeiro”.
Já em 1700, aparece citado nos editos do duque de Savóia, com a denominação de “Somegliere di bocca e di corte” e, portava um anel com as iniciais ducais para lacrar os barris sob os seus cuidados. Seguem-se notícias e detalhes da atividade desta personagem em todos os banquetes nas cortes européias, até chegarmos à época da grande cozinha francesa, que impôs ao mundo toda uma terminologia própria- “maitre, chef de cuisine, chef de rang” – sempre utilizada na língua original. Assim nasceu a expressão “sommelier”, usada para designar o profissional encarregado do serviço do vinho”.

“Enólogo é Indivíduo que perante o vinho toma decisões,
Enófilo é o Indivíduo que perante as decisões toma vinho!”

LUIZ GROFF

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