O Vinho e a Arte


O Vinho e a Arte
Sideways – Entre umas e outras.

Falarei sobre o filme, que em si não tem nada de mais, mas tem um roteiro bem gostoso de assistir e uma fotografia super interessante.

O lance da Pinot Noir, para mim, é só uma sacada do roteirista, um contraponto a favor da cultura norte-americana, onde eles acreditam piamente que conseguem fazer um pinot noir tão bom quanto da Borgonha…E o ascuo a Merlot, vem da mesma raiz, a uva foi febre nos EUA, como se por isso os vinhos fossem ruins – não é verdade!

O gostoso é que o filme é uma aula sobre vinhos, sim, mas de delicadeza e suavidade. Os encontros são reais e factíveis, os relacionamentos acompanham a evolução dos vinhos, que quando bem cuidados envelhecem bem.

Um bom passatempo e para quem gosta de vinho, muitas imagens de uma região vinícola bem organizada (vale a pena conhecer) e alguns vinhos legais que dá vontade de beber – já em DVD.

Veja o trailer: www.apple.com/sideways/

Dicas de Consumo

Dicas de Consumo

Hoje tinha um fórum na comunidade que criei, Descomplicando o vinho, sobre a questão de como comprar um bom vinho. Segue abaixo minha resposta.

Não que não exista o melhor vinho, mas isso é uma opinião pessoal…

Eu costumo falar, nos cursos e palestras, que para escolher um bom vinho é preciso treino, mas um indicativo para quem está com dúvida é o preço, o vinho é talvez um dos produtos que mais faz valer essa relação.
Quanto a isso não se deixe enganar, apenas contribuindo: um vinho chileno de R$ 30,00 não cabe numa relação com um vinho francês do mesmo preço, pois são produtos diferentes, com certeza. O equivalente francês custa +ou- o dobro, é uma questão econômica – Argentina e Chile tem taxas de importação, além do frete, bem inferiores a Europa e o resto do mundo do vinho. Mantenha isso em mente!

Digo também que, na dúvida, opte pelos chilenos, posto que muitos produtores e maioria dos produtos que chegam aqui fazem vinhos para o mercado internacional, com “paladar” internacional, que normalmente acaba agradando muita gente – aí o melhor é o cabe no seu bolso.
Quanto à Argentina é o segundo país nessa relação, mas eles ainda conservam seu caráter e identidade – DICA: Mendonza faz vinhos mais encorpados e frutados, Patagônia, vinhos mais elegantes e de nuances.

Quanto ao atendimento em lojas especializadas e supermercados, muitos profissionais são novos nesse trabalho e acabam empurrando produtos, no entanto eles foram treinados e vale a pena pelo menos trocar idéias, e por vezes você pode até encontrar alguém que realmente entende o que você quer.

Finalizando, a questão da borra e a devolução, alguns vinhos não filtrados, tem, os mais velhos também tem e sobre a devolução: se faz pelo vinho oxidado – avinagrado – ou vinho passado: brancos (quando não Borgonha gran Cru) amarelo ouro e tintos cor atijolada (quando não envelhecidos) ou aroma (fantástico) de vinho do porto.

O Demais é só prazer, experimente, tente um vinho diferente.

Salute!
Santucci

ENÓLOGO, ENÓFILO, SOMMELIER…

No mundo do vinho existem profissionais que desempenham as mais diferentes atividades. Conhecida é a importância dos enólogos, profissionais preparados em Escolas Superiores ou Faculdades na arte da elaboração do vinho. Eles são extremamente importantes da cantina para dentro. Porém, é inegável o papel relevante que desempenham os enófilos, os amantes do vinho, aqueles que, em definitivo, cumprem a função sublime de consumir o que os enólogos fazem. São a verdadeira razão da existência da uva, do vinho…e dos enólogos.

O Enófilo
Algumas pessoas confundem o significado da palavra enófilo, o amante do vinho, com a de enólogo, o elaborador do vinho.
Enófilo tem um sentido mais amplo e significa “pessoa que gosta do vinho”, mas que não tem responsabilidade sobre sua elaboração.
O Enólogo  é o profissional responsável pela elaboração dos vinhos. A rigor, também é um enófilo, por gostar do vinho.
As legislações específicas de todos os países estabelecem os níveis de preparação e o título que devem ter os profissionais que são responsáveis pela elaboração dos vinhos e derivados.
No Chile, os engenheiros agrônomos são facultados a responder pela elaboração dos vinhos, não existindo nenhum curso de nível médio ou universitário de enologia.
Na Argentina, existe um Curso de Nível Médio e uma Faculdade onde se formam Enólogos Técnicos em Frutiolivicultura e Licenciados em Enologia. São os únicos habilitados para responder por uma cantina.
No Uruguai, a escola é de Nível Médio e os Enólogos formandos são os únicos habilitados.
No Brasil, existe em Bento Gonçalves a Escola de Enologia, de nível médio e a Faculdade onde se formam os Tecnólogos de nível superior.
O Sommelier  é o profissional que desempenha suas funções em restaurantes é conhecido como “o maitre das bebidas e dos charutos”. Ou seja, o sommelier deve conhecer, para poder orientar seu cliente, sobre todo tipo de bebida, desde água, café, chás e muito especialmente bebidas alcoólicas. Atualmente, com o advento da fase dos charutos, voltou e fazer parte de suas atribuições.
“Na civilização grega, este personagem era conhecido como “arconte” ou “simposiarca”, encontrado nos “simpósios” onde cumpria as funções de administrar o serviço e escolher os jarros e taças para o vinho.
Na época da Roma Imperial, localiza-se o mesmo indivíduo atuando durante os “prandii” (banquetes) com o nome de “Rex bibendi”. Nos séculos seguintes, , principalmente na época do Renascimento, todos os nobres tinham um “copeiro” auxiliado por um “garrafeiro”.
Já em 1700, aparece citado nos editos do duque de Savóia, com a denominação de “Somegliere di bocca e di corte” e, portava um anel com as iniciais ducais para lacrar os barris sob os seus cuidados. Seguem-se notícias e detalhes da atividade desta personagem em todos os banquetes nas cortes européias, até chegarmos à época da grande cozinha francesa, que impôs ao mundo toda uma terminologia própria- “maitre, chef de cuisine, chef de rang” – sempre utilizada na língua original. Assim nasceu a expressão “sommelier”, usada para designar o profissional encarregado do serviço do vinho”.

“Enólogo é Indivíduo que perante o vinho toma decisões,
Enófilo é o Indivíduo que perante as decisões toma vinho!”

LUIZ GROFF