Agora é tudo em nome do Messias?

Ao me refazer do impacto da noticia de perder um colega de mercado, que sempre teve mais meu profundo respeito, comecei a enxergar ainda mais claramente a perturbada situação em que socialmente nos encontramos. Parece que não se trata mais daquilo que nos une, o humano!
Realmente me entristeço e acredito fazer parte de um coro que canta sem voz, sem voz perante o absurdo, perante a insensibilidade daqueles que com uma voz que brada alto, aqueles sob os holofotes, conseguem se colocar de forma tão cruel perante uma criança de 11 anos, seus familiares, equipe médica, posto que simplesmente por trás de todo alvoroço causado, revelando o nome infante, apenas queira mais uma vez promover o próprio nome.
Não é possível acreditar que seja em nome do Messias, como também não o pode aquele que deveria estar à frente de mais de 200 milhões não se comover com os mais de 111 mil mortes. Estes que com certeza agora estão definitivamente calados.
111, um número até cabalístico, da mesma cabala, do mesmo povo onde fez nascer o homem Jesus, independente da questão religiosa, é o homem que nos legou o amor e o humano acima de tudo. Aquele que mostrou a importância da empatia, do amor ao próximo, do respeito aos mortos, do reino dos céus. O céu representa nossa ligação com o inalcançável mistério da criação da vida, assim como as águas nossos sentimentos, por isso falamos em águas passadas e mágoas (má água). Sob o céu e sobre as águas está o terreno em que vivemos: a terra e é exatamente o lugar onde podemos viver de forma mais justa, mais humana.
Desse coro que canta sem voz, aos poucos somos ainda mais minados e vamos perdendo a esperança por uma “justiça social” capaz de nos arrefecer o espírito e passarmos os pandêmicos dias na esperança de um mundo melhor.

Honestamente espero que céus e águas se revoltem, voltem a estabelecer o real significado de legado, pois não posso acreditar nos exemplos que vejo, não posso acreditar que sobre apenas nossa vã filosofia para explicar que o conta são os “likes” ou a disputa eleitoral.

Vou ficando por aqui, lembrando Ângela Rô Rô e seu “Dói em mim sentir que a luz que guia; O meu dia, não te guia, não”, também o escritor brasileiro Jorge Amado da brilhante obra “A Morte de Quincas Berro d’Água”.
Todos temos direito a uma segunda chance, que venha para esses, que reescrevam sua história para um legado honrado.
Um brinde, com minha melhor taça, aos saudosos amigos levados pela covid-19: Celso La Pastina e Francesco Paolo Lo Schiavo !

Prof. Santucci
Psicólogo pela USM, Escritor e Comunicador, Pós graduado em Medicina Psicossomática, em Artes Cênicas-Teatro e Especialista em Marketing. Professor das áreas de Psicologia, Gestão de Pessoas, Marketing, Vendas e Serviços.

Marketing Multinível (MMN)

Marketing Multinível (MMN)

2019-marketing multinivel
(clique para baixar)

Já ouviu falar em Marketing Multinível (Networking Marketing), Marketing de relacionamento ou de rede?

“O Marketing de Rede não é perfeito… Só é melhor!”
Eric Worre (autor do livro GoPRo)

Conceito: Marketing multinível (MMN), também conhecido como venda direta ou marketing de rede , é um modelo comercial de distribuição de bens ou serviços em que os ganhos podem advir da venda efetiva de produtos ou do recrutamento de novos consultores.

História: Consta que criação do marketing multinível se deu por Carl Rehnborg por volta de 1940, quando o primeiro plano de comissões para diferentes níveis foi implantado em sua empresa naquela época.

Em 1979, se define o marketing multinível como um negócio legítimo, ao contrário do esquema em pirâmide.

Até os anos 90 essa modalidade de negócio sofreu por muito amadorismo, porém a partir dessa década começou um grande processo de profissionalização culminando com a criação, pelo lendário Dr. Charles W. King, do seminário de certificação em marketing de rede na Universidade de Illinois.

De lá pra cá esse é negócio, que movimenta bilhões de dólares em todo o mundo, começa a ganhar força no Brasil, liderado pela Hinode que faturou ano passado R$ 2,7 bilhões.

Veja os rankings e dados:
(melhores empresas) (maiores milionários no mundo) (vendas diretas no Brasil) (Multinível no Brasil)

Por que não é pirâmide?
Algumas pessoas e empresas aproveitaram o desenvolvimento do sistema de marketing em rede e desenvolveram o esquema em pirâmide. Este tipo de esquema possui uma estratégia bem parecida com o marketing multinível. Porém, a diferença essencial é que o multinível é uma ferramenta de negócios com o fim de comercializar produtos e/ou serviços, diferentemente do sistema em pirâmide, que recruta pessoas com o intuito de movimentar dinheiro somente.

O Marketing Multinível requer, impreterivelmente, que exista produto ou serviço atrelado ao sistema de ganhos e bonificações.

Conheça um pouco mais da prática do profissional do Marketing de Multinível baixando a apostila – Marketing Multinível!

*todos os links desse artigo são recentes e na maioria do ano de 2018

Geração CsP – Colher sem Plantar!

Colher sem plantar
por Alexandre Santucci, nov 2019 (linkedin)

Neste ano chego ao 25º ano ligado ao mundo do vinho. De fato percorri um longo caminho com passagem por importantes e respeitadas empresas desse segmento. Trabalhei com importadoras, produtores nacionais, brookers, lojistas enfim atuei praticamente em todas as frentes.

Carrego em minha história um saldo amplamente positivo, digno de orgulho. Na Expland importadora, onde iniciei em 1995 era apenas um jovem com sonhos e ambições, não exatamente de ficar rico, mas de construir uma carreira. Essa empresa me deu a oportunidade de ampliar horizontes, adquirir conhecimento, viajar, conhecer pessoas e crescer. Junto com colaboradores criamos uma estratégia que nos levou do US$ 0,00 aos US$ 4 milhões em um ano e meio. Parece muito não é? E era sim. No shopping onde estava essa unidade chegamos a incrível marca de sermos responsáveis pela metade do fluxo de pessoas durante quase um ano. Anos mais tarde criei o Descomplicando o Vinho e pela importadora que trabalhava rompemos o status quo e fomos o primeiro importador brasileiro a praticar preços em Reais, uma estratégia bastante ousada que não parava por aí, mas também passamos a modelar a forma de praticar preços possibilitando a vendas nos 3 canais de atendimento: Consumidor Final, on e off Trade.

O Brasil não é um país fácil para negócios dessa natureza, jamais foi fácil vender vinhos, criar marca então, menos ainda. Mas participei da história de algumas: Domaine Saint Marie, World Wine, Reloco, Rosé Piscine, Los Gatos… e a exclusivamente minha: “Descomplicando o Vinho”.

As grandes e importantes Mistral, Decanter, La Pastina, Casa Flora, e mais algumas ralaram para construir suas marcas, elevar sua reputação e posso afirmar não é do dia para a noite, mas o que muito vi ao longo desse caminho foi aventureiros e irresponsáveis, os que miravam os resultados dos grandes empresários, mas esqueciam de enxergar a caminhada. A única ação que os movia era a sanha de enriquecer do dia para a noite, não é assim que funciona!

O mundo do vinho e de muitos outros mercados, principalmente os de luxo, são glamorosos sem dúvida, mas na raiz não deixa de ser um mercado e deve-se seguir regras para ser bem sucedido.

Para se construir cenários, marcas, disputar mercados, posicionar produtos no ponto de vendas, ROI, etc., leva tempo.

Como um vinho que começa seu projeto do zero, com muita “sorte”, competência, planejamento, o investidor levará cerca de 4 anos para ver seu primeiro vinho engarrafado, uma loja de vinhos ou uma importadora dificilmente chegará ao equilíbrio em menos de 2 anos.

Portanto não há como Colher sem Plantar ! É um ciclo que precisa ser cumprido, perceba: depois de semeado é necessário acompanhar, regar, planejar, observar, aguardar as estações e só depois colher, tem mais, agora é preciso posicionar, vislumbrar a marca, investir tempo, trabalho e mais uma série de ações e Vender.

Já disse que qualquer pessoa pode ser vendedora, porém ser um bom vendedor significa estar bem preparado para a função, não é só talento. Se o Pelé não treinasse tanto seria um jogador médio, ele foi genial por aliar talento e técnica e isso é que mais vemos nos mercados, vendedores simpáticos, porém sem “time”, sem assunto, sem conhecer seu próprio produto, suas aplicações e seu mercado e assim como no futebol tem o perna de pau, aquele cara que sabe tocar a bola, mas não sabe o que fazer com ela, no mundo das vendas há o “tirador de pedido”.

Se quer empreender entenda que logo após terá que “empresariar”.

Veja, hoje a moda é empreender, porém empreender é uma etapa, empreender está ligado a intermediar, apesar das palavras serem similares, não se trata da mesma ação. Enquanto a ação de empreender está ligada a unir compradores a de “empresariar” está em descobrir, aplicar os meios. Em uma tradução espanhola a empresa é ação árdua e difícil que se inicia valorosamente. Poderia concluir que o empreendedor é um estrategista, une produtos, serviços e o mercado potencial comprador, já o empresário é tático. O sucesso depende de uma excelente estratégia, mas principalmente de táticas para atingir o objetivo. O sucesso depende de pessoas trabalhando complementarmente juntas, bem preparadas, bem treinadas e na mesma direção.

Não há como vencer sem lutar, nem Colher sem Plantar!

Mirmidões!

Design sem nomeMuitas de nossas aspirações e inspirações vêm da Grécia!
Por muitas razões naturais ou deusisticas, buscar a origem de muitos eventos, palavras, nos leva a esse período histórico da humanidade, desde a metafísica às estratégias de sobrevivência ou domínio!

No mito do Tosão de Ouro, Jasão é orientado por Medeia a enfrentar as sementes do dragão (tão logo plantadas se transformam nos temidos Espartos – fortes, armados, porém com muito pouca inteligência), simplesmente atirando uma pedra entre eles, algo que Cadmo, irmão de Europa, havia feito antes de fundar Tebas, pois com pouca inteligência acreditariam que algum deles havia atacado o outro e se digladiariam entre si.

Esse é o principio do dividir para governar: Lança-se uma dúvida entre os soldados, os mirmidões logo apoiam a única liderança que conhecem e os demais baterão cabeça entre si até que se aniquilem!

Não importa se é esparto ou mirmidão, a falta de consciência levará a um destino não escolhido por qualquer deles, mas por alguém que o manipula!

Essas também são as origens das fakenews, levam as pessoas que não refletem, não criam a própria critica, à ilusão de que um salvador a tirará de qualquer perigo.

Por Trás da Marca (Palestra)

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 Como vender  mais produtos, serviços e ideias a partir da marca pessoal.

No final de 2019 estreei a palestra Por Trás da Marca, mesmo tendo lançado o livro “Sucesso é o Caminho” quer era a ideia inicial de palestra, algumas pessoas bem próximas sugeriram que deveria alinhar a palestra com minha carreira no vinho. O assunto está na mesma linha porém o eixo central passou a ser as marcas que criei ao longo dessas duas décadas no mercado.

Na palestra conto minha própria história, utilizando exemplos do universo do vinho e da personalidade do rei do Futebol, assim a palestra é criada numa atmosfera bem humorada e com conteúdo relevante para o desenvolvimento pessoal e o “Personal Branding”, a marca pessoal, do século 21 no Brasil.

O método, batizado por Pelé (uma alusão à construção da marca, bem como o anagrama formado pelos pilares do método: Posicionamento, Recursos, Mentalidade e Networking) é o mesmo que apliquei para que meu próprio sobrenome virasse uma marca, bem como para o Descomplicando o vinho este que é blog de vinhos mais acessado do Brasil  em termos de pesquisas e curiosidades do vinho.

A palestra impacta na reflexão e inspiração quanto a importância da marca pessoal em toda atividade profissional ao abordar os temas dos pilares do método: explora as técnicas  de posicionamento pessoal;  re-conhecer e lançar mão dos próprios recursos (bagagem e habilidades); a importância e o impacto da mentalidade poderosa e abundante;  como o networking do século 21 se diferencia do século 20 e as novas formas de contato influenciador.

saiba mais em: portrasdamarca.com.br

Abraço Fraternal

Uma mensagem para esse inicio de 2020

 

Felicidade e Liberdade

Fundo Citação (7)

Num trecho do livro: A Depressão curou a minha vida, deste autor que escreve, reflito sobre a intimidade entre a felicidade e a liberdade.
O tema é recorrente, mas quão preparados estamos, quão comprometidos estamos para sermos felizes?

Felicidade sem liberdade é utopia, felicidade não se encontra em prateleiras de “marketplaces”, nem nos balcões da Tiffany’s…
É preciso ser livre, autêntico, são os valores cultivados, seguidos, que nos faz felizes. A prática diária da satisfação de viver, da gratidão, de percorrer o caminho.

Pessoas bem sucedidas aproveitam o melhor da vida, ao meu ver bem sucedidos são os que encontram a felicidade, são aqueles que gozam os momentos de alegrias, aprendem e riem de si mesmos.
Pessoas que aproveitam o infortúnio para serem melhores, são aquelas que preferem um sorriso, mesmo que de canto de boca ao reclamar.

Você quer ser feliz ou infeliz?
Não alegre o tempo todo, às vezes até triste, então é sobre a perspectiva o que nos faz caminharmos satisfeitos. Tenho dito: depressão e ansiedade não se trata de excesso de passado ou de futuro, mas da falta de perspectiva. 

O que nos adoece é a falta, não o excesso, posto o que abunda não prejudica.

Felicidade é gratidão em abundância, generosidade, fazer a roda girar, perspectiva!

Se ainda não vê com clareza, abra sua mente, comece sendo gentil, tenha uma atitude positiva, sê resiliente, abrace “seus” sonhos, procure as palavras doces e receba a vida com carinho. Aos poucos, quanto mais perspectiva tiver a felicidade, a liberdade fará parte da sua vida, sem perceber!
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A Fraternidade e a Prosperidade

Justiça, revolução francesa e o sistema judaico para ficar rico 
Alexandre Santucci

Design sem nome

Nesses tempos todos temos falado muito de abundância, prosperidade, mas por que a riqueza é separada a alguns grupos e muitos outros vivem na pobreza?

Para se ter ideia, de acordo com pesquisas recentes 1% da população detém 99% da riqueza mundial. Outro dado interessante, os judeus representam 0,1% da população mundial, mas são donos de cerca de 11% do total da riqueza. Mais uma: as 8 pessoas mais ricas do mundo tem o equivalente a metade da população mais pobre do mundo, ou seja, 8 pessoas acumulam o mesmo que 3,6 bilhões.

Por que essas pessoas, esses grupos enriquecem e muitos não? Pela justiça!

Não me refiro diretamente a meritocracia, se não muitas pessoas capazes, inteligentes deveriam ser ricas e muitas não são. Também não diretamente a uma divindade, um deus e muito menos pela justiça das leis. Mas pela prática, individual no coletivo, da justiça.

Justiça no sentido amplo é a particularidade do que é justo e correto!

Duas coisas que chamam atenção quando penso nesse assunto: Há algum tempo, ainda nas eleições presidenciais anteriores a essa última, li o artigo de um jornalista alemão que versava sobre o tema das eleições e a conclusão que ele chegara foi que o brasileiro tem um sentimento de injustiça social. A outra é sobre a revolução francesa e a herança: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Diante dessas coisas reflito que a prática da justiça está intimamente ligada a esse tripé. Explico, como povo político que somos, pessoas que escolheram a vida em sociedade, seja por uma questão de sobrevivência ou simplesmente pelo estabelecido, encaramos nessa visão, a fraternidade como não independente da liberdade e da igualdade, pois para que cada uma efetivamente se manifeste é preciso que as demais sejam válidas. Assim àqueles que investem nessa missão são seres justos e corretos.

Fácil? Não creio.

A ideia corruptiva de fazer sucesso a todo custo praticamente eliminou as fraternidades, as alianças naturais. Assim alguns povos se destacam no sucesso por conseguirem efetivamente serem justos e corretos!

À essa ideia de fraternidade quis somar a visão judaica, pelo simples fato de querer saber por que eles, enquanto grupo, tem tanto sucesso econômico e financeiro.

Não sou judeu, nem um especialista no assunto, apenas  estudei um pouco quando sai da faculdade e confesso nutrir admiração pelos orientais e pelos povos que formaram a sociedade como a vemos hoje, assim como procuro saber mais sobre a filosofia grega, alemã, sobre o budismo, enfim em que culturas fomos forjados.

Nesse caso por força da doutrina, pelos elementos históricos, pelas privações, observamos que os judeus tem um sistema, uma forma, um código de conduta, um conceito particular.

O primeiro ponto desse sistema é o alfabetismo, todo judeu obrigatoriamente é alfabetizado ao menos em uma língua e por ser alfabetizado se acostuma com hábito, com a cultura de adquirir conhecimento.

Sob a questão econômica, social e do progresso é milenar a prática calcada na orientação divina sobre a justiça.

Esse é o ponto que me refiro nesse artigo: a fraternidade – e é exatamente onde esse núcleo é praticado.

Há um amplo entendimento deste povo que todos são filhos do mesmo pai (D’us), portanto todos são irmãos, herdeiros da obra, da produção do pai, com a obrigação de manter e aprimorar como fosse uma obra inacabada. Tornam-se parceiros do pai, devem respeitar, proteger a propriedade e para isso que existe o trabalho.

Individualmente é uma obrigação trabalhar, mas a recompensa à prática dessa virtude é poder acumular riqueza.

Agora, lembre-se que o principio é que se cuida das propriedades como fossem parceiros, portanto praticar a justiça é viver em Fraternidade e Compartilhar, com os menos afortunados, no mínimo o excedente ou a décima parte, ou até a vigésima parte, ou em alguns casos 90% da sua riqueza. O objetivo é promover seus irmãos, para que não exista quem passe necessidade, nem que seja necessário pedir, pelo contrário, o objetivo é prosperar, todos prosperarem e assim retroalimentar o sistema onde todos ganham.

O que percebo dos pontos acima: justiça se faz com liberdade, igualdade, fraternidade e com governos que trabalhem para manter esse sistema.

Concluo que nações pobres são, infelizmente, aquelas que são governadas por regimes corruptos, autoritários, regimes que ditam “tudo” o que deve ser feito, enquanto que os povos regidos pelo encontro da prática da justiça com amplo argumento fraternal naturalmente se expandem, prosperam.

Esse é um artigo que não está no livro “Sucesso é o Caminho” da forma como descrito, no entanto em sua essência podemos traduzir por compartilhar, aí dessa maneira está permeando amplamente o conteúdo.

De forma relevante transcrevo abaixo um parágrafo do capítulo 2 – O Caminho do Curioso. A resposta é a uma indagação que faço a personalidades muito ricas:

…“Em comum essas personalidades bem sucedidas têm prazer de realizar, eles não trabalham para acumular riqueza, trabalham para ter liberdade e aprender, para compartilhar, gerar riqueza. A curiosidade e o tesão pelo conhecimento são as forças para continuar.”

#sucessoéocaminho #justiça #fraternidade #segredodariqueza #prosperidade #sucessodosjudeus

Livros Publicados

Livros Clube de AutoresCom muita alegria que aceitei o desafio de publicar 3 livros praticamente ao mesmo tempo:
Sucesso é o Caminho, escrito e lançado em 2019 é o registro da palestra homônima que tem na Empregabilidade o tema central.
Descomplicando o Vinho, a esperada 2ª edição, revisada, atualizada e ampliada. Rediagramado, moderno, com a leitura ainda mais gostosa.
A Depressão curou minha Vida, o testemunho dessa história biográfica. Originalmente escrito em 2017, narra o período de 2010 até meados de 2013 e a experiência, os ganhos e as alternativas apontadas pelo autor.

Todos os títulos estão disponíveis no Clube de Autores, plataforma moderna onde se compra com toda comidade e recebe o impresso em casa.

O Fator X do Mercado do Vinho no Brasil e seu Preço

Fator X Vinho no BrasilQuantas vezes ao abrir uma garrafa de vinho você pensou: como esse vinho chegou aqui?
Obviamente ele foi adquirido por você mesmo ou um presente, mas e até ele chegar à loja onde ele foi adquirido?

Por que um vinho no Brasil tem um preço tão diferente (a maior) que quando consumido no seu país de origem, ou mesmo em outros países como Estados Unidos ou até o Paraguai.
Não são só impostos e taxas, mas muito o Mercado!

 

O caminho do vinho e de muitos outros produtos é semelhante, mas o vinho é um produto artesanalmente industrializado. Mesmo os grandes produtores dessa indústria não conseguem dizer que ”fabricam” o vinho. Você não consegue juntar peças ou criar uma mistura sintética para fazer um vinho, o produto é resultado de um processo e a principal matéria prima é simplesmente a fruta, se a uva não estiver com as condições adequadas para produzir, não teremos sequer um vinho quem dirá um bom vinho!
A parte fabril vem dos insumos quando o produto já está pronto: garrafa, rótulo, caixa, etc.

Portanto os custos da produção do vinho (em si) dependem, muito, de condições climáticas favoráveis, ou não. Quando uma safra é excelente, teoricamente os custos (diretos) caem, mas pode ser que aumente a da colheita, pois seria necessária maior mão de obra.
A definição do preço de um produto se dá por diversos fatores, o tamanho da produção (em hectolitros), a origem, se sua produção é controlada, classificada e principalmente a famosa lei do mercado de procura e oferta. Assim os famosos e considerados excepcionais têm maior procura e seus preços naturalmente aumentam. O restante são custos de transporte e impostos na origem e no local de venda (exportações).

Acaba de acontecer a Wine Weekend em São Paulo (evento voltado para consumidores de vinho) e estive presente no júri que elegeu os melhores vinhos da feira e também durante o evento, com olhos atentos fiz questão de observar que temos um cenário no mínimo curioso, de um lado um público que faz nenhuma ou quase nenhuma ideia do tamanho desse mercado e de outro os “players”, os competidores disputando num mercado, que sabemos ser minúsculo.

Cenário: Para ter uma ideia, a cerveja por aqui tem seu consumo per capta em litros, 35 vezes maior que o vinho.
Já nossos vizinhos chilenos, um país 15 vezes menor que Brasil, consome quase 10 vezes mais vinho per capta, são 17 litros contra 1,9 (na melhor das hipóteses e considerando todo consumo, uma vez que fosse só vinho fino o numero giraria em torno de 0,8), ou praticamente os mesmos 300 milhões de litros do consumo brasileiro.  A diferença é que o Chile é o quarto maior exportador de vinhos no mundo, gerando lucros para o país de mais de 1 bilhão de dólares (ano 2017).
Se considerarmos um belo incremento em 2019 e chegarmos ao 400 milhões de litros de consumo, ao preço de médio (hipotético) de R$ 25,00 o mercado atingirá R$ 10 bilhões, ou cerca de U$ 2.50 bilhões.  Divididos entre 45% importado e 55% nacional (incluindo vinho fino, mesa, espumantes, etc.).
Diante desse quadro, considerando que 45% desse valor são importados (R$ 4,5 bilhões), num universo de cerca de 1.000 importadores, onde os primeiros 20 respondem por ao menos metade (R$ 2,25 bilhões).
Exatamente, um importador de primeira grandeza fatura em torno de R$ 100 milhões, a imensa maioria fica na faixa de R$ 1 milhão/ano.

Essa é uma amostra do panorama do vinho no Brasil, e pra quem percebeu a cerveja: 35 vezes maior em consumo e quase 15 vezes em vendas, onde a número 1 (AMBEV) tem cerca de 70% do mercado!

Abordei a cerveja, como termo comparativo, para expor a fragilidade do mercado de vinhos no Brasil. Evidente que a cerveja é a bebida alcoólica do brasileiro, mas, além disso, (e também por conta disso) esse Mercado se mostra um pouco mais organizado e com regras mais claras para os competidores.
Em termos de impostos (na cadeia toda), segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) são 42,69% para a cerveja produzida e 54,73% para o vinho nacional, o importado pode chegar a 69,73%. A distribuição também é maior na cerveja assim seus custos vão diminuindo.  Enfim há uma serie de vantagens quando um mercado está organizado e com regras claras.
Outro ponto, e talvez o mais importante, são as margens, o que as determina na cerveja é o mercado, os produtos tem similaridade, assim os competidores colocam seus preços nos mesmos patamares, com margens de contribuição menores e buscam seus pontos de equilíbrio e lucros em função da quantidade vendida.
Já no vinho, a maioria dos produtos tem preços sem essa regulação (em função da extensa variedade de estilos e rótulos), o que normalmente fortalece a tese de alguns competidores em ampliarem suas margens.

Em tese as regras são iguais para todos, os impostos, as compras, as variações cambiais, mas sempre me pergunto por que vinhos semelhantes que bebemos em sua origem, com preços semelhantes têm preços tão diferentes no Brasil?
Para mim, algumas respostas, a mais contundente é o amadorismo temperado com o louco desejo de ficar rico do dia para a noite.  A mais coerente é o volume de vendas e as margens de contribuição.
Cansei de ver estruturas inchadas, serviços desproporcionais à atividade e resultado da venda, que necessariamente fazem elevar o preço final do produto.
Refiro-me as grandes somas em eventos gratuitos, degustação generalizada, garrafas enviadas a restaurantes ou lojistas para prova, viagens internacionais como prêmios, pagamento de incentivos para vendedores em pontos de venda, verbas de abertura (sem contrapartida garantida), vendas de baixo valor em picking (garrafas individuais – fora da caixa), entregas não programadas, bonificações, além de extensos prazos de pagamento sem considerar custo financeiro ou inadimplência.
Não considero o desvio ou sonegação de impostos, fato que infelizmente ocorre no Brasil, posto que isso gera um vantagem competitiva ilegal e deve ser combatida, assim como deve ser combatido o abusivo sistema fiscal tributário desse país, mas isso não justifica a máxima corrente “de quem faz tudo certinho não lucra”, se a regra vale para todos, burlar ou não seguir é crime.
Para o crescimento desse mercado, acredito que deveríamos apostar em produtos mais baratos, de qualidade, se unir em torno de regras claras e fazer com que o produto chegue ao consumidor final com o mínimo de interferência financeira possível.
Produtores e importadores, abrirem o diálogo franco entre si (já uma bela iniciativa do Provinho que pode encurtar esse caminho), diminuírem seus custos, “gastos improdutivos” e consequentemente suas margens, negociar com fornecedores por preços mais baixos apostando e trabalhando em volumes maior de vendas, gerenciar seus produtos por desempenho (descontinuar o que não atinge performance adequada), desenvolver e treinar profissionais de atendimento, sensibilizar seus clientes para a importância de diminuir custos com ações incomuns em grandes mercados como, por exemplo, as amostras para conhecimento do produto, uma vez que cada vez menos temos problemas de produção, ou alguém pede para provar uma cerveja Bavária antes de comprar?

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