À Reforma da Previdência?

A natureza se encarrega de equilibrar suas forças (que normalmente são desequilibradas pelo ser humano).

Dizemos que não há oligopólio, mas disfarçadamente temos monopólios…
Estão caindo, aos poucos, mas caindo, Vale, Globo, Odebrecht…. É um sinal positivo, embora sejam as forças naturais que estão atuando.

A reforma da previdência: Otto von Bismarck, prussiano, esteve a frente da unificação da Alemanha, mas no século XIX, foi o criador do primeiro sistema previdenciário, mas por que? Porque os trabalhadores frutos da revolução industrial deveriam ter uma renda para continuar a vida (econômica) após o tempo em que não fosse mais útil.
A ideia dos 65 anos surgiu aí, porém na media se vivia até os 50…

A ideia é sempre essa, não pagar!

Temos outros problemas no Brasil (e em todo mundo que fez a reforma), que dizem respeito ao funcionalismo público e as “altas patentes” e a continuidade da profissão.
Pouco se discute sobre as benesses dos políticos, juízes e ministrados, militares…
Esses juntos causam um rombo enorme, pois em alguns casos trabalham por pouco tempo e ganham muito acima do teto (em alguns casos com pensões hereditárias).

Esse é o principal ataque que deveria ser feito!
Se não fica a máxima: Ou todos ganham pelo teto, em torno de R$ 5.000 ou mudamos o teto para os cerca de R$ 30.000, que ganham os funcionários públicos…

O outro ponto, para mim, ainda mais importante (posto que, penso particularmente, no final, cada um terá que fazer sua própria previdência) se diz sobre a continuidade do trabalho.

Há duas décadas palestro sobre empregabilidade, posso dizer que muito rapidamente esse cenário esta mudando. Estamos perdendo não postos de trabalho, mas emprego, emprego no sentido de empregar suas habilidades para produzir, além desse efeito, é ilusório pensar que há trabalho para quem tem mais de 50 anos, não há!
Depois dos 50 ou temos uma carreira que anda de forma empreendedora, ou está fadado ao desemprego, seu concorrente tem a metade da sua idade, e o mercado prefere.

Diante desse resumo, penso que deveríamos estar mais preocupados em criar políticas públicas para que essa população (que é enorme) tenha empregabilidade, senão morreremos de fome!

Alexandre Santucci

Publicado por Alexandre Santucci

Escrevo, comunico!

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