Dê a Preferência!

Pra quem não está habituado essa placa significa “dê a preferência”.  
Antigamente no saco de pão vinha escrito: agradecemos a preferência.

Tenho me pegado pensando onde anda nossa preferência? 
Parece que tudo anda tão automático que a preferência ficou em algum lugar, remoto, talvez no cérebro escondido! Hoje quando ouço que alguém prefere algo, logo desconfio se aquela preferência é de fato genuína ou apenas uma conveniência, uma ação para fazer parte de algo.
Já deve ter reparado como as roupas estão iguais, os carros monocromáticos, falta cor, falta brilho, falta gente dentro!
O mais incoerente é que justamente essa mesma placa que me chamou atenção mostrou que no trânsito ninguém dá a preferência, nem em quem está na “preferencial” muito menos aos pedestres, ou ao sinal amarelo, ou seja, lá o que for, fila dupla, contramão…
No trânsito vale o meu caminho, a minha pressa! Maluco não é?
Pois é, mas é incoerente até a página dois!
Faz todo sentido, se a pessoa não faz suas próprias escolhas como dar a preferência a alguém?
Concluo que a pessoa age assim porque todos fazem assim, ou se não fizer vão achar que sou idiota?!
Dar a preferência é estar atento ao outro, é ser individualista na medida em que meu ato colabora com o coletivo, é preciso estará acordado, ter consciência de si para ter do outro.
Qual o caminho? Dar preferência a si mesmo, aos próprios sonhos, vontades, liberdade!

Ser livre! Todos nós em algum momento sonhamos com isso, mas estamos tão “pré-ocupados” em estabelecer desculpas para a infelicidade nossa ou alheia, justificar a culpa (de sei lá oque) que abortamos o plano de agirmos perante nossa própria consciência, valores, princípios que são internalizados individualmente. Se só consigo viver perante o que dos outros vem, em forma de padrão ou qualquer julgamento como posso estabelecer a minha verdade, a minha liberdade?

Praticar o respeito consigo e com os outros é um caminho libertador.  Não julgar, aceitar que todos somos perfeitos e cada um tem sua própria condição, sua própria condução. 
Não sou digno de escrever a história de ninguém, pois estou escrevendo a minha antes que ela a escreva para mim. Sim, é quase um mantra, mas só posso ser livre se souber andar nos meus limites e não no controle, patrulha, dos outros. Para todos o meu respeito, para mim a vontade de dar a preferência ao bem comum!
Dê a preferência, reconheça a mão dupla!

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