Porque homens e mulheres costumam falar tanto de ex

“Guardar o nome ou deixá-lo disponível tem muito a ver com a cor que foi dada a essa relação, às vezes mais coloridas no dia a dia, nas conversas, na aprendizagem de um com o outro, em programas, preferências, no sexo, e muitas vezes uma atividade ligada a essas que tenha uma marca grande nessas vidas, ou a falta de uma dessas atividades ou de um colorido tão intenso no atual parceiro pode evocar esse nome. Realmente é constrangedor, mas às vezes até nem é o próprio parceiro que chama o nome, mas pessoas ligadas como pais, amigos, colegas de trabalho que o fazem, muito pelo hábito, pela convivência com parceiro anterior, porém sabemos que muitas vezes não é “intencional” (é só uma traição do nosso inconsciente, o que se chama ato falho, uma confusão sentimental) e se não for doentio passa com o tempo.”

Por que pessoas reagem de forma diferente com relação ao Ex?

Uma maneira simples de responder a essa questão seria dizer que o comportamento a partir do fim de um relacionamento está intimamente relacionado ao como se deu a conclusão, se foi por comum acordo ou em face de uma situação desagradável como uma “traição” ou uma briga de grande repercussão. 
De fato a maneira dessa conclusão afeta diretamente, no entanto mesmo diante da mesma situação o comportamento se altera muito, por que?
Muitos diante dessa situação vão reagir com carinho (no caso de uma separação amigável e madura) outros com grande rancor e mágoa, porém a ação, atitude pode ser bem diferente a partir daquilo que chamamos de significante. Como repercute internamente, que significado daremos:
Muitas pessoas mesmo com ódio decidem “extirpar” o nome do ex de seu dicionário, significando “CHEGA” de valorizar este que só te fez mal, outros no entanto vão liberar todo seu veneno contraído dessa situação e não param de verbalizar esse nome alimentando ainda mais essa mágoa.
No caso da resolução amigável, muitos registram seu carinho por todas os momentos bons do relacionamento e preferem manter seu nome por acreditar que estão no caminho certo e vão encontrar alguém com aquilo que já teve com seu ex e um PLUS, vão ter aquilo mais que faltava naquela relação que realmente foi boa. Outros seguem e colocam o nome apenas no mundo das suas memórias.
Nos dois casos o nome do ex pode continuar a ser pronunciado ou não em função de como as pessoas vão de fato entender seu sentimento perante o momento.
Essa significância, esse elemento interno e internalizado tem muito a ver com o como essa pessoa vivenciou suas relações afetivas na infância e adolescência e evidentemente seu próprio caráter. Excetuando as questões de foro totalmente pessoal, de caráter e espírito, se a pessoa aprendeu a lidar com suas relações de forma livre, se aprendeu com seus pais que a liberdade é necessária para o desenvolvimento ela vai reagir de forma libertadora com seus ex e procurar entender o momento e liberar seu ex para a vida e principalmente se liberar pra ser feliz. Por outro lado se o ciúme é algo de profundo convívio, muito difícil será sua “separação”, uma vez que aprendeu amar com “posse”. Claro essas relações podem ter sido já revistas e essas pessoas tem uma nova visão e não reagem “como nossos pais”.
Resumindo a separação necessita do que chamamos de “luto” que é realmente enterrar seus mortos, ter um tempo “interno” para enterrar aquilo que tem significância positiva ou negativa como uma viuvez, uma vez que, a principio, esse estado não continuará e mesmo que um dia você retome essa relação ela será outra, será uma nova e você precisa estar “limpo” com sua tela limpa, para poder escrever uma nova história.
O tempo “interno” é de cada um, assim como um viuvo muitos vezes se prepara ao longo de uma doença, muitas pessoas realizam esse luto ainda quando estão se relacionando, se preparando para tomar essa decisão de forma menos dolorida e por isso ao terminar a relação, já está praticamente “limpa” e saem prontas para uma nova jornada!

Publicado por Alexandre Santucci

Escrevo, comunico!

Um comentário em “Porque homens e mulheres costumam falar tanto de ex

  1. Acredito que as pessoas estão cada vez mais possessivas a tudo e todos por vivermos nesse modelo de sociedade consumista onde está tudo sempre ao alcance desde que se pague um preço, como se tudo inclusive as pessoas fossem coisas numa prateleira em liquidação.
    Acontece que os relacionamentos são justamente baseados na cumplicidade, na troca, na conquista da confiança essencial para quem busca dividir a intimidade com outra pessoa e felizmente não tem preço porque são nos mínimos detalhes que ela é conquistada e ternamente alimentada mesmo com a dura rotina muitas vezes vivida.
    Procurar encontrar no outro o seu espelho destrói qualquer relação até a de pais e filhos, porque a individualidade de qualquer Ser Humano, sua liberdade, seus sonhos são fundamentais para o amadurecimento das relações. O ideal é que seja através do AMOR, mas por vaidade as relações adoecem, muitas acabam e lá na frente depois de muita DOR reconhecemos que erramos ao não admitir nossa presunção em julgar que o outro PRECISA da gente…
    Relacionamento é uma escolha e não uma imposição! Ninguém é obrigado a fazer o outro feliz, porque a felicidade é um estado de espírito pessoal!

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